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Minha filosofia como doula:
Parir,
na minha opinião, é um processo fisiológico inato
à natureza da mulher e que tem grande influência emocional,
psicológica e até espiritual.
Um parto
vivido de forma positiva se torna uma grande referência na vida
de uma mulher e de um casal. Neste sentido, existe a vida antes e depois
do parto e não estou me referindo apenas à mudança
prática na qual implica a chegada do filho.
Uma mulher
que viveu o parto em toda sua grandeza, que se sentiu amada, respeitada
e amparrada no decorrer do processo, terá a sua auto-estima elevada,
sua auto-confiança aumentada e seu amor-próprio mudado
de forma positiva.
O companheiro
que viu a mulher parir o seu filho nunca mais conseguirá olhar
com os mesmos olhos para ela. Agora, além de ser a amada e respeitada
companheira, ela se tornou mãe, forte, determinada, serena, autêntica
e única.
Isso independe
na minha opinião do tipo de parto que a mulher teve; normal,
natural, hospitalar, domiciliar, casa de parto, com ou sem analgesia,
ou cesárea, embora acreditando que os partos devem ser vividos
de forma mais natural possível.
Minha
única função como doula é fazer com que
a probabilidade do acima descrito acontecer seja maior. Para isso uso
uma série de recursos que podem e às vezes devem ser usados
no decorrer do trabalho de parto e parto para que este possa ser vivenciado
de forma positiva. Sempre tendo em mente que as necessidades variam
de mulher para mulher e que nenhum parto é igual. Procuro avaliar
a necessidade de qualquer intervenção da minha parte,
seja ela de forma verbal, por meio de toques ou de outra forma.
Abaixo
uma lista de recursos que podem ser usados por mim ao ser contratada
para acompanhar o parto de uma cliente.
- Encontrar
a gestante e sua família antes do parto para estabelecer um
vínculo de confiança e para definir se tem empatia entre
eles.
- Ajudar
a gestante a descobrir o que é importante para seu parto, trabalhar
as espectativas existentes referente ao parto e definir o plano de
parto.
- Ajudar
a gestante a se preparar para o parto fisicamente e emocionalmente
mediante dicas sobre exercícios físicos e respiratórios,
técnicas de relaxamento e visualização.
- Ajudar
a reforçar a confiança da mulher em sua capacidade física
e psicológica de parir.
- Dar
informações e tirar dúvidas sobre possíveis
procedimentos e protocolos médicos e/ou hospitalares.
- Dar
informações sobre diferentes métodos de alivio
de dor e posições para parir a fim de evitar intervenções
tecnológicas desnecessárias.
- Sugerir
leitura adequada para que a gestante possa se informar sobre o processo
de parto.
- Ficar
ao lado da mulher desde o início do trabalho de parto até
algumas horas após o parto, independente da presença
do médico.
- Oferecer
sugestões práticas para a mulher lidar com as contrações
e a dor durante o trabalho de parto e parto mediante palavras, toques,
respiração, variações na movimentação,
banhos de banheira e/ou chuveiro, apoio emocional.
- Agir
como intermediária e porta voz da parturiente diante da equipe
de assistência.
- Agir
como intermediária e porta voz das informações
da equipe de assistência, de forma que a parturiente e a familia
tenham conhecimento e compreensão dos procedimentos e do andamento
do trabalho de parto.
- Apoiar
e acompanhar a parturiente e a família caso algo inesperado
ocorra, quando torna-se verdadeiramente necessário o uso de
tecnologia e/ou medicamentos.
- Acompanhar
a mulher após o parto mediante visita e contato por telefone,
até que ela e o bebê estejam devidamente instalados e
a amamentação tenha se iniciado.
- Ajudar
na indicação de médicos pediatras, caso a família
ainda não o tenha.
- Oferecer
acompanhamento por telefone ou em domicílio desde o inicio da
contratação até algumas semanas após o
parto, conforme necessidade da mulher.
Histórico
Sou holandesa
e moro há quase 7 anos na cidade de Indaiatuba, no interior de
São Paulo, região de Campinas. Tenho 2 filhos nascidos
de parto normal, sendo o mais velho num parto hospitalar na Holanda
e o mais novo numa casa de parto em Campinas, SP. No meu primeiro parto
sofri com as muitas intervenções feitas e pela solidão
e falta de informação por parte da equipe de assistência
que sentia, apesar da presença do meu marido. Tenho certeza que
uma doula presente naquela hora teria feito toda a diferença
para nós.
Na segunda
gravidez, já no Brasil, procurei um médico que pudesse
atender o meu parto fora do ambiente hospitalar. Uma vez achado, o parto
se deu de forma mais fisiológica e pude vicenciá-lo em
toda sua glória. Foi um parto com um mínimo de intervenções,
com apoio afetivo da equipe de assistência e me senti extremamente
feliz e empoderada depois. Ainda na época não tinha acompanhamento
de doula embora sempre tivesse alguém comigo para explicar o
que estava acontecendo. Foi tranqüilo, muito mais rápido
e sem traumas.
A experiência
dos 2 partos me levou a pesquisar muito sobre gravidez e parto em livros
e internet. Costumava comentar aquilo nas consultas rotineiras com o
meu ginecologista e quando este me convidou, há 2 anos, para
trabalhar na equipe dele como doula não tive dúvida, aceitei.
Queria
ajudar outras mulheres a vivenciar o parto de forma positiva, devolver
o parto a quem ele realmente pertence, a mulher.
Mediante
cursos e sites na internet (www.amigasdoparto.com.br) conheci vários
profissionais atuantes na área de obstetrícia trabalhando
com a filosofia da assistência centrada na mulher e não
na tecnologia.
Participei
do curso de extensão "Atenção simplificada
de nascimento de baixo risco gestacional" na Unicamp (abril/2000),
como ouvinte do curso do ALSO (Advanced Life Support in Obstetrics)
em São Paulo (novembro/2000), do curso para formação
de doulas em Campinas (2001), do curso de Humanização
do Nascimento do Hospital Interlagos (fevereiro/2002) e do Congresso
Internacional de Ecologia do Parto e Nascimento em Rio de Janeiro (abril/2002).
Estou me formando professora de yoga pelo Isvara Instituto de Yoga em
Campinas e cursando Medicina Tradicional Chinesa na Escola Neijing em
São Paulo.
Dados
principais: clique aqui para voltar
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