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Depoimentos

 

Claudia (Campinas, SP)
Atendida pela doula Lucía Caldero-Barcya

Desde o 4o mes de gestação começamos (meu marido e eu) o trabalho com a doula Lucía, em Campinas. Fazíamos uma sessão por semana. Nestas sessões tínhamos:
- Eliminação de qualquer dor que a nova postura pudesse trazer
- Explicações e esclarecimentos sobre o momento de formação que o bebê estava e o meu corpo naquele momento e na hora do parto.
- Conscientização do meu corpo através de toque
- Descoberta do próprio corpo e dos toques que poderiam eliminar as dores
- Ensinamentos para que o meu marido pudesse cuidar de mim durante a semana, através de massagens e etc
- Posicionamento com o ginecologista e negociação com ele

Durante o parto, Lucía me fez massagens, manobras e falou comigo durante todo o tempo. Intermediou a comunicação entre eu e o ginecologista. Reduziu minhas dores durante todo tempo, me ajudando a encontrar novas posições e fazendo massagens , me dando floral para tomar e etc...

Depois do parto ela vibrou conosco, fotografou e explicou toda reação da criança e fez cumprir a minha vontade de ficar com o bebê apesar das enfermeiras não estarem dispostas a permitir.

Com certeza a presença dela fez muita diferença, pelo alívio das dores, por me dar acerteza de que iria conseguir, por insuflar-me confiança para chegar ao fim, por me tirar o medo.

Se tivesse outro bebê, só o faria com a presença de uma doula. Aconselho a presença de uma doula a toda mulher que deseje um parto normal.

Claudia Renata de Toledo Simões
E-mail: ativa-a2@uol.com.br


Ana Carolina (Campinas, SP)
Atendida pela doula Dorothe

Antes do parto, minha doula, a Dorothe, estava sempre presente nas reuniões de "casais grávidos" (semanais ou quinzenais), na clínica do meu obstetra, qualquer que fosse o tema. Havia temas em que ela trabalhava com o grupo, mais relacionados a dor, posições,experiências, sentimentos, ou só acompanhava o trabalho de algum outro porfissional, como por exemplo o pediatra. Como já estava trabalhando com ela durante o pré-natal eu já contava com ela e me sentia mais tranquila só por ter alguém familiar e de confiança exclusivamente para cuidar de mim, de minha parte mãe e mulher, e não somente do meu lado paciente.

Já esperava que ela fosse me ajudar a lidar com a dor, com o medo e com toda a confusão de sentimentos durante o parto. Meu trabalho de parto se passou boa parte em casa, eu sozinha, era de madrugada e achei que estava só no comecinho e não acionei ninguém, e só pensava "que falta ela já está fazendo". Quando fui para a clínica, das pessoas da equipe, foi a que eu mais fiquei feliz em ver e ela veio direto para dar sua atenção exclusivamente a mim: segurava na minha mão, dava sugestões de posições, ajudava a respirar, falava palavras de conforto (que realmente funcionavam!) e não me deixou em nenhum minuto.

Sabia que era a pessoa que estava entendendo tudo o que estava acontecendo e me fazia me sentir melhor em todos os sentidos: mais segura, mais integrada e assistida. No fim, o trabalho de parto durou em torno de 10 horas, e só nas últimas 3,5 horas estive na clínica com a equipe, mas como ajudou! No período expulsivo, quando já não enxergava mais ninguém, apertava as mãos dela e ouvia sua voz mais de perto, o resto parecia estar acontecendo em outro mundo.

Após o parto ela sempre se manteve ao meu lado, durante os cuidados médicos ficou comigo, e logo após me ajudou a levantar para tomar um banho. Depois nos ajudou a dar o primeiro banho no bebê e ficou na clínica o resto do dia. Este período foi muito gostoso, pois ficamos todos curtindo aquele momento. Mas o interessante é que em nenhum momento a senti como alguém sobrando ou incomodando, ela soube participar e curtir mantendo a privacidade da família (eu, meu marido e o bebê).

A presença dela fez diferença principalmente na minha atitude. Era a única pessoa em sintonia com o que acontecia com minhas emoções, e a minha atitude mais tranquila e positiva acredito que tenha contribuído muito para o parto tranquilo. E também, com todo o trabalho de toda a gravidez e parto, a experiência que levo hoje é totalmente positiva, o que colaborou para minha sensação de que parto não é sofriemento nenhum, só é alegria e muito importante em minha experiência de vida.

Se eu tivesse outro bebê, gostaria de ter a doula presente, sem dúvida. E certamente reconheceria melhor os sinais de trabalho de parto e já a teria por mais tempo, desde o início. Imagino eu em um hospital, com vários estranhos em volta, sem dar a mínima atenção a mim como pessoa, só "paciente", "mãezinha", conversas paralelas em volta etc, minha sensação de abandono ia ser enorme, gerando uma enorme anguústia, e talvez até dificultasse o parto.

Se você estiver grávida e conseguir encontrar alguma doula em sua região aproveite! Trabalhe com ela desde o pré-natal e você passará com muito mais tranquilidade por esta experiência tão intensa. Senão, lute de qualquer forma por uma acompanhante em tempo integral com você, o pai e se possível uma outra pessoa de confiança com a qual se sinta confortável (irmã, amiga, etc).

Ana Carolina Fortes
E-mail: acfortes@yahoo.com.br

 

 
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